segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

ATIVIDADE DE DOCÊNCIA II

       O  8º período do curso de Pedagogia me proporcionou mais experiências interessantes: Estágio de docência. A escola escolhida para realização do estágio obrigatório foi o  Centro Educacional Menino Jesus que é uma escola especial mantida pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Ubá - APAE. 
               O estágio foi realizado no 1º ano, da professora D. S. L., que conta com 18 alunos com necessidades especiais, onde a maioria se enquadra na classificação de Deficiência Intelectual.
       Apesar de algumas limitações, as crianças conseguem realizar as atividades oferecidas, sempre adaptadas às condições dos alunos, que demonstram interesse e curiosidade pelo que se propõe.
         Contudo, posso afirmar que realizei meu trabalho com gosto e pude perceber a satisfação no rostinho de cada aluno. Além disso, o apoio e suporte da professora foram fundamentais, pois em todos os momentos em que a observei, houve uma troca satisfatória de experiências e demonstrações, sempre ressaltando a importância de se observar a singularidade de cada aluno, das escolhas corretas dos materiais, da sabedoria para lidar com os momentos mais críticos dos alunos e das atividades principalmente por se tratar de uma escola de ensino especial.   
             Abaixo algumas atividades realizadas durante o período de regência. Por questões éticas os nomes e rostos foram preservados. As fotos se referem às atividades pedagógicas aplicadas, onde a FOTO 01 trata-se de uma atividade relacionada aos conceitos matemáticos com representação com material concreto e na FOTO 02 refere-se ao material utilizado durante a atividade.


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domingo, 2 de julho de 2017

ATIVIDADE DE DOCÊNCIA

         O  7º período do curso de Pedagogia me proporcionou uma das experiências mais interessantes da minha vida acadêmica: Estágio de docência. A escola escolhida para realização do estágio obrigatório foi o  Centro Educacional Menino Jesus e é uma escola especial mantida pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Ubá - APAE. Assim como a APAE, a escola é um instituição filantrópica que atende Educação Infantil e Ensino Fundamental I e EJA. Está situada à Rua Padre Gailhac, 24, Centro, na cidade de Ubá. 
        O estágio foi realizado no 2º período, da professora C. G. S., que conta com 08 alunos com necessidades especiais, onde a maioria se enquadra no Transtorno do Espectro Autista - TEA.
      Apesar de algumas limitações, as crianças conseguem realizar as atividades oferecidas, sempre adaptadas às condições dos alunos, que demonstram interesse e curiosidade pelo que se propõe.
           Observei que as crianças adoram novidades e quando foram informadas que eu iria reger a turma por um período, demonstraram-se interessadas. Tentei seguir a rotina e o planejamento já estabelecidos pela professora, visto que os autistas se organizam melhor mantendo a rotina diária. 
            Durante a docência, cantamos músicas, conversamos, brincamos e interagimos. As crianças demonstraram-se interessadas pelas propostas didáticas apresentadas em folha impressa e como o número de alunos era pequeno, foi possível oferecer uma melhor assistência aos mesmos. 
        Contudo, posso afirmar que realizei meu trabalho com gosto e pude perceber a satisfação no rostinho de cada aluno. Além disso, o apoio e suporte da professora foram fundamentais, pois em todos os momentos em que a observei, houve uma troca satisfatória de experiências e demonstrações, sempre ressaltando a importância de se observar a singularidade de cada aluno, das escolhas corretas dos materiais, da sabedoria para lidar com os momentos mais críticos dos alunos e das atividades principalmente por se tratar de uma escola de ensino especial.   
             Abaixo algumas atividades realizadas durante o período de regência. Por questões éticas os nomes e rostos foram preservados. As fotos se referem às atividades pedagógicas aplicadas, onde a FOTO 01 trata-se de uma atividade relacionada ao reconhecimento do corpo humano e na FOTO 02 refere-se aos conceitos: dentro e fora.

Créditos: Arquivo Pessoal

Créditos: Arquivo Pessoal


quarta-feira, 3 de maio de 2017

Aprendendo a Ler o Mundo

Mudanças na Paisagem


            Escolhi esta paisagem pois tem um significado especial para mim. Desde bem pequena frequento uma Igreja Evangélica situada em frente esta Praça. O local havia algumas casas de arquitetura colonial e uma Escola Estadual que atendia de 5ª a 8ª séries.
Quando criança sua paisagem contava com corredores formados por pequenas pedras brancas onde adorava correr e brincar com minhas colegas. Os bancos eram de cimento e o verde das árvores imperava sobre a paisagem. Ela parecia ser tão grande que seria capaz de passar um bom tempo tentando dar uma volta em todo perímetro.
Essa praça homenageava o antigo Presidente Getúlio Vargas o qual tinha um busto erguido bem alto no meio da mesma onde as crianças gostavam de se pendurar.
Quando adolescente, meu olhar mudou e percebi que a Praça era então o lugar ideal para os namoricos debaixo de suas grandes árvores. Os estudantes saíam da escola e nela encontravam-se com os amigos permanecendo sempre cheia.
Não havia nenhum quiosque ou muitos estabelecimentos comerciais, a não ser uma pequena padaria e o famoso “Bar do Moreira” que existe até hoje.
Com o passar do tempo a paisagem ao redor foi sofrendo ação do homem. Os jardins foram danificados, as árvores envelhecendo, prédios substituindo as antigas casas, além da depredação do patrimônio público pelos delinquentes que surgiram no decorrer do tempo.
Daí uma reforma foi necessária, onde a antiga arquitetura foi substituída por um padrão mais moderno. As pequenas pedras brancas foram substituídas por pisos de concreto, algumas árvores foram cortadas pois ameaçavam cair, os bancos de cimento foram substituídos, novos canteiros, poucas árvores e o busto de Getúlio Vargas ganhou um novo espaço, bem mais baixo que o anterior.
Quem conheceu a Praça antes e a vê agora não acredita ser a mesma. Ela foi totalmente modificada, principalmente sua iluminação que antes era bem mais baixa, que devido ao aumento da criminalidade foi necessária uma praça mais iluminada.
Tantas mudanças trazem um desconforto enorme, visto que minhas lembranças estão presas a antiga paisagem. Além disso, devido ao crescimento da cidade e dos grupos marginalizados, o local se tornou alvo de brigas de gangues e tiroteios, impedindo a população de poder desfrutar com segurança do bem público.
Outro fator considerado é que a consciência ambiental dos estudantes foi se apagando, visto que a mesma é alvo de depredações e pichações realizadas pelos mesmos.
Apesar dessas mudanças, ainda existem pessoas que desfrutam da Praça Getúlio Vargas da melhor forma. Seja no encontro com os amigos, no carrinho de cachorro-quente ou no Bar do Tio Tão. O que posso dizer é que ela representa parte do meu passado, onde vivi excelentes momentos.

 Praça Getúlio Vargas Antes da Reforma
                              Crédito: Acervo Biblioteca Municipal

Praça Getúlio Vargas Atualmente


 Créditos: Google Maps, ano 2017.

Referências Bibliográficas:

CALLAI, H. Aprendendo A Ler O Mundo: A Geografia Nos Anos Iniciais Do Ensino Fundamental. Cad. Cedes, Campinas, vol. 25, n. 66, p. 227-247, maio/ago. 2005


terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

DIÁRIO DE LEITURA

Leituras.
Sou psicóloga, pós –graduada em psicopedagogia e atuo há 8 anos no ramo escolar. Já trabalhei em escolas de ensino regular da rede municipal e atualmente trabalho na APAE-Ubá atendendo crianças com necessidades especiais.         Constantemente chegam ao meu consultório crianças com dificuldades de aprendizagem encaminhadas pela escola regular para avaliação na instituição que atuo.
A escola regular acaba transferindo para a APAE a responsabilidade de educar a criança com dificuldades de aprendizagem, sem sequer investigar qual a origem do problema.
Como sabemos, existem várias causas que podem levar a criança aos problemas de aprendizagem. Elas podem ser de natureza biopsicossocial. Portanto, a avaliação precisa ser minuciosa e o professor antes de qualquer julgamento, precisa explorar essas áreas em busca de uma solução para o problema
Utilizei como metodologia pesquisas bibliográficas em livros do meu acervo pessoal e artigos retirados de sites acadêmicos com temas semelhantes. Além disso, minha experiência profissional contribuiu grandemente para que eu pudesse expor alguns assuntos.  
O artigo foi elaborado com base no levantamento teórico concernente ao tema, tendo como embasamento a problemática relativa ao tema, objetivos e o apontamento de soluções.
Acredito que o mesmo contribuirá para despertar nos profissionais da educação o interesse pelo tema e ainda, o despertar de novas soluções de forma a ampliar os conhecimentos dos profissionais e suscitar novas estratégias para a diminuição dos índices de crianças com dificuldades de aprendizagem.
Tipo: Livro
Assunto/Tema: Psiquiatria e Psicologia
Referência Bibliográfica: ASBAHR, F.R. Transtornos de ansiedade na Infância e na Adolescência. 2 ed. São Paulo: Casa Leitura Médica, 2010.


Resumo: Este livro é o resultado de anos de estudo e trabalho executado pelo Dr. Fernando Asbahr, especialista em Psiquiatria da Infância e Adolescência com pós-doutorado pelo Nacional Institute of Mental Health (EUA).
Esta segunda edição foi totalmente ampliada e atualizada, e abrange questões de neurobiologia, classificação e terapêuticas farmacológica e psicológica, sempre baseado em evidências.
Indicação da obra: Indicada a todos os profissionais da área e a estudantes de psicologia e psiquiatria do jovem e da criança. 
Local: Acervo pessoal

Tipo: Livro
Assunto/Tema: Educação
Referência Bibliográfica: FONSECA, V. Introdução às Dificuldades de Aprendizagem. 2 ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995.
Resumo: O autor faz uma exploração do assunto com o intuito de identificar os motivos pelos quais algumas crianças não conseguem aprender, não dependendo totalmente de suas inteligências normais, de suas capacidades sensoriais e de seus comportamentos motores e socioemocionais adequados. Tais assuntos são apontados pelo autor, que explora os caminhos e soluções tão esperadas pelos profissionais da educação que se preocupam com a educação infantil, em busca de respostas do porque algumas crianças não conseguem ler, escrever ou contar.
Indicação da obra: Professores de todas as áreas, pedagogos, estudantes da área da Educação.
Local: Acervo pessoal



Tipo: Livro
Assunto/Tema: Educação
Referência Bibliográfica: GUTFREIND, C. Transtornos e Dificuldades de Aprendizagem: Como lidar em sala de Aula?. ed. Belo Horizonte: Conexa, 2011.
Resumo: O mundo globalizado passa por transformações cada vez mais rápidas. Globalização, conectividade, redes sociais são ferramentas que possibilitam formas alternativas de acesso à informação. Assim, a editora deste livro oferece aos leitores alguns artigos de grande valia que tratam dos Transtornos e Dificuldade de Aprendizagem. Foram convidados os principais autores da área educacional, para atualizar os conhecimentos dos leitores.
Nomes com relevância no cenário educacional mundial e reconhecimento por parte dos educadores – este sim, é um critério a ser levado em conta no momento de optar por uma fonte de informação.
Indicação da obra: Professores de todas as áreas, pedagogos, estudantes da área da Educação.
Local: Acervo pessoal


Tipo: Artigo
Assunto/Tema: Educação
Referência Bibliográfica: CRAHAY, Marcel. Qual pedagogia para aos alunos em dificuldade escolar?. Cad. Pesqui.,  São Paulo ,  v. 37, n. 130, p. 181-208, 2007.
Resumo: Repetir o ano não ajuda os alunos com dificuldades. Numerosas pesquisas sobre os efeitos da repetência mostram que em regra geral os alunos fracos que recomeçam o mesmo ano progridem menos que os alunos fracos que são promovidos. Que medidas pedagógicas são necessárias para combater o fracasso escolar? O objetivo deste artigo é proceder a uma revisão do que as pesquisas empíricas revelam sobre os procedimentos mais frequentemente mencionados como meios de obter um aperfeiçoamento pedagógico. Os primeiros dizem respeito à composição e ao manejo de turmas homogêneas e heterogêneas, de classes grandes ou pequenas, e de grupos de alunos com necessidades específicas; os segundos remetem aos dispositivos de individualização da aprendizagem ou à estratégia oposta, de aprendizagem cooperativa e tutoral; os terceiros são relativos à avaliações formativas, seguidas ou não de ações corretivas. Discutindo o conjunto dos resultados, o autor defende um redirecionamento das pesquisas pedagógicas no sentido de investigar prioritariamente os procedimentos mais genéricos, deixando para casos extremos a mobilização de dispositivos baseados num diagnóstico fino das dificuldades de aprendizagem.
Indicação da obra: Professores de todas as áreas, pedagogos, estudantes da área da Educação.
Local: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-15742007000100009&lng=en&nrm=iso>. ISSN 0100-1574.  http://dx.doi.org/10.1590/S0100-15742007000100009.              

domingo, 8 de janeiro de 2017

CORPOREIDADE E MOVIMENTO/BRINCAR

Tive uma infância muito dinâmica. Desde bem pequena também tive a liberdade de brincar na rua da minha casa com meus vizinhos, na escola com meus colegas de classe e demais amigos.
Na escola lembro-me de brincadeiras como “Corre Cotia”, bandeirinha, queimada e outras. Ficávamos ansiosos para chegar o dia da aula de educação física, sem contar as brincadeiras que nós mesmos inventávamos na hora do recreio, sempre correndo, jogando polícia ladrão, pique pega e outras.
Com meus vizinhos brincávamos de andar de bicicleta, pular elástico, pique pega, pique esconde, pular corda. Estava sempre em movimento. Além disso, casa com minha irmã, brincava muito de casinha e amarelinha.
Minha infância foi bem dinâmica e aproveitei bastante. Hoje vejo que as crianças preferem lidar com os eletrônicos e constantemente vemos a facilidade com que elas manipulam um computador, um smartphone e videogame e muitas vezes tem dificuldades em estabelecer vínculos com outras pessoas.
Sempre comento com meus amigos sobre nossa amizade, de como tivemos uma infância sadia e que perdura até hoje.